Coolhunting: mais do que moda, uma profissão de futuro

Cayce Pollard, personagem de Pattern Recognition, de William Gibson. Além de estilosa, com uma profissão bacana.

Lembro da primeira vez que li Pattern Recognition, clássico dos clássicos do mestre do cyberpunk William Gibson. Fiquei fascinada pela personagem de Cayce Pollard, que trabalhava como coolhunter . Naquele tempo, o coolhunting parecia uma profissão de sonhos e de um futuro bem distante, mas já era o que eu queria.

Basicamente, o coolhunting ou trend hunting é “caçar tendências” e tem tudo a ver com moda. Filtrar informações, pesquisar referências do que pode ou não ser o objeto de desejo da próxima estação, do próximo ano, ou mesmo os caminhos que as tecnologias vão tomar a ponto de modificar hábitos e formas de perceber o mundo, são alguns dos objetivos.

Todo artista que se preze tem uma “bússola” interna que ponta direções para cada obra ou coleção. É uma verdadeira alquimia fazer as observações cotidianas virarem insight e ganharem o mundo como tendência. Mas o coolhunting não é “achismo”, existem metodologias para o processo de “caça”. Identificar e construir uma base de referências de informação, ficar sempre de olho nas mudanças culturais e conhecer como ninguém o comportamento do consumidor, além de sempre ter a tiracolo uma máquina fotográfica e um caderninho (ou moleskine, se preferir), como a nossa amiga blogueira do Vitrine, Santa Cris, pois cada ideia que surge nos momentos mais inusitados é muito valiosa na hora de criar.

Trendsetter: caderninho de anotações da Santa Cris. Se você ainda não carrega um na bolsa, é hora de começar a cultivar este hábito.

Fora do mundo da moda, a ascensão dos departamentos de tecnologia, pesquisa e inovação dentro de empresas e indústrias fez com que essa profissão ganhasse todas as áreas. Existe o processo de pesquisa nas mais diversas áreas, como automobilismo, gastronomia, setores industriais, design de produto. Cada marca procurar saber o que pode inovar e mantém isso como segredo do seu sucesso, pois o pioneirismo em ditar tendências é uma das estratégias mais importantes desse milênio e está aí a Apple para confirmar. Como já afirmei, o coolhunting tem tudo a ver com pesquisa e envolve o uso de metodologias científicas, mas não é adivinhação, apesar da intuição ser uma boa aliada em todas as horas.

No Brasil, o coolhunting virou febre desde o começo do século. Muitas empresas de moda e comunicação estão investindo na pesquisa de tendências como grande diferencial estratégico. Afinal, estar à frente da concorrência é o melhor lugar para se estar no mercado.

Se você se interessou, já existem alguns cursos no Brasil, mas em geral não é preciso de formação específica para ser coolhunter. A maioria dos profissionais que trabalham na área, como eu, são formados em Comunicação ou em Moda e Psicologia. Algumas empresas possuem grandes esquipes de pesquisa formadas por profissionais de Sociologia, Engenharia , Estatística, Antropologia e Filosofia.

E aí, gostou? Que tal começar ainda hoje a pesquisar tendências?

😉

Para saber mais sobre Coolhunting. 
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